Barcelos & Bernardes ← Todas as notícias
Reforma TributáriaPesquisa ROIT · 27/09

Reforma Tributária: 1 em cada 3 empresas ainda não sabe quanto vai pesar no caixa

Capa: 34% das médias e grandes empresas não projetaram o impacto da Reforma no caixa

A preparação para a Reforma Tributária virou, em muitas empresas, um projeto de sistema. Troca-se o ERP, ajusta-se o cadastro, testa-se a nova nota fiscal. Tudo necessário. Mas um levantamento da ROIT, divulgado pela CNN Brasil em 27 de setembro, mostra o que está ficando para trás: 34% das médias e grandes empresas do país ainda não fizeram nenhuma projeção do impacto da transição no fluxo de caixa.

O que o levantamento mostra

Segundo a ROIT, as companhias concentraram energia na adequação tecnológica e deixaram em segundo plano a pergunta que o dono da empresa faz primeiro: quanto isso vai custar no meu caixa, e quando? Nas empresas que a própria consultoria já analisou, 93% têm algum impacto negativo no capital de giro. E só 24% dizem ter a base de dados — produtos, NCM, clientes, fornecedores — totalmente cadastrada, auditada e saneada.

Os dois números conversam entre si. Sem cadastro confiável, não há simulação confiável. E sem simulação, a empresa descobre o efeito da Reforma na primeira guia do ano novo.

Por que o caixa muda, e não só a nota

A partir de 2027, a CBS passa a ser cobrada de forma plena e o PIS e a Cofins deixam de existir. Com o IBS entrando em seguida, na transição até 2033, mudam ao mesmo tempo três coisas que moram no fluxo de caixa: o valor do tributo sobre cada venda, o crédito que cada compra gera e o momento em que o imposto sai da conta — este último, com o split payment no horizonte.

Uma empresa pode ter o sistema pronto, emitir a nota perfeita e, ainda assim, fechar o primeiro trimestre com falta de caixa porque precificou com a carga antiga ou porque contava com um crédito que não se confirma.

A leitura da Barcelos & Bernardes

O ERP resolve a nota. Quem resolve o caixa é a projeção. É por isso que a nossa conversa com cada cliente começa pelo número: o faturamento e as compras dos últimos doze meses, recalculados no modelo novo, mês a mês, com o efeito em preço, margem e prazo de recolhimento. O sistema é o meio; a decisão de preço, de estoque e de crédito bancário é o fim.

O que fazer agora

Quer saber como isso fica na sua empresa? Fale com a nossa equipe pelo WhatsApp oficial.

Projetar meu caixa na Reforma

Fontes

Conteúdo informativo, com base nas fontes citadas e na legislação conferida até 28/09/2026. Não substitui a análise do caso concreto.